Ser Projeto Juventude para Jesus, é ser guardião da primazia da Vocação Shalom.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Quinze minutos


Conta uma história que um famoso cavaleiro da corte, que tinha servido por cinqüenta anos o seu príncipe, foi visitado pelo seu senhor quando estava muito doente. O príncipe, por gostar muito desse seu servidor, perguntou-lhe se podia fazer alguma coisa por ele.
– Peça livremente, não tenha medo da minha recusa – falou o monarca com autoridade.
– Meu Rei, desejo somente que o senhor alongue a minha vida por mais quinze minutos – respondeu o moribundo.
– Você me pede o impossível! Peça qualquer outra coisa que eu possa fazer.
O homem, tomado por grande angústia, conseguiu ainda dizer: - Que decepção! Eu o servi por cinqüenta anos da minha vida e você não pode me dar nem quinze minutos a mais de vida! Se tivesse servido com a mesma fidelidade ao único e verdadeiro Senhor, agora ele me daria não somente quinze minutos, mas uma eternidade de vida feliz. E com essas palavras morreu.
Quando chega a nossa hora, ninguém pode juntar mais um minuto nem à própria vida e nem à vida dos outros. Jesus também foi desafiado a fazê-lo. O povo, aos pés da cruz, gritava: “Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo e a nós”. O tom era de zombaria, carregado da arrogância de quem quer desmascarar uma fraude. Se Jesus morrer como todos os seres humanos, ficará claro que ele foi um grande impostor. Nada de Filho de Deus, Salvador ou Messias. Falou bonito, mas agora as palavras dele não lhe servem mais para nada. A palavra final será da morte.
Quantos de nós ainda duvidamos na frente da cruz de Jesus. Na nossa maneira de pensar, terrivelmente humana, temos dificuldade de entender o seu sentido e acreditar no seu valor. Ainda pensamos que um gesto teatral, de última hora, uma saída do jeito de Superman, resolveria tudo e de uma vez por todas. Todos acreditariam; seria um triunfo. Mera ilusão de quem raciocina com o “salve-se quem puder”. Afinal quem não pode salvar da morte a si mesmo, como poderá prometer a vida aos outros?
No entanto, neste final trágico de perdedor, um dos dois malfeitores condenados com Jesus surpreende a todos. Chama Jesus pelo nome, com confiança, o declara inocente e lhe pede que se lembre dele quando estiver no seu reino. O centurião que o matou afirma: “Realmente este homem era justo!”
O que está acontecendo? Que “salvação” é essa? Desde que a humanidade existe, as pessoas buscam a felicidade por meio da posse das coisas – é a riqueza – através da dominação sobre outros seres humanos – é o poder – através a manipulação de Deus – são as forças consideradas ocultas e ameaçadoras. Quanto mais nos agarramos a tudo isso, mais ficamos desesperados quando o perdemos. Se tivéssemos aprendido a doar, poderíamos seguir a Jesus mais de perto e entender o seu gesto de amor.  Ele nos ensina a viver entregando a vida, transformando-a de uma propriedade particular a ser defendida num dom a ser oferecido. Jesus doou a sua vida para o povo, os pobres, os doentes, os excluídos, os pecadores, as ovelhas perdidas. Não construiu nem guardou nada para si. Agora grita também: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito!”. A vida dele doada continua a ser entregue; continua, agora, nas mãos do Pai. Ela foi um dom antes e continua a sê-lo também agora. Estava nas mãos dos homens que o mataram. Agora está nas mãos amorosas do Pai. A morte sela o seu dom total.
Quem é este Deus que se sacrifica por amor? Perde a si mesmo para salvar os outros.  Nós deixaríamos os outros se perderem para nos salvarmos. Jesus não; doa tudo. Não guarda para si, nem o rancor contra aqueles que o estão matando. Pede ao Pai que os perdoe porque não sabem o que fazem. Em Jesus que morre, nasce uma nova humanidade, liberta do egoísmo, do ódio, do pecado e da morte. O Cristo crucificado é o homem novo. Revelação de um Deus-Amor que usa o seu poder para servir e não para ser servido, que ama em lugar de dominar, que dá a vida – doando a própria – em lugar de tirá-la. Quem sabe doar sabe também acolher. Assim Jesus pode oferecer esta vida nova também ao ladrão que se lhe entrega.  O bem, o amor, a vida doada, são a vida nova, neste mundo e para a eternidade. É o amor que não morre. Vale apena servir com amor e por amor ao Rei do amor. Aqui, agora e sempre.




O mundo digital - Nova terra de missão


Através da ação missionária da Igreja, Deus vai ao encontro do homem, onde quer que ele esteja; é o Bom Pastor que vai buscar a ovelha perdida e se alegra ao encontrá-la (cfr. Lc 15,3-7). Nos Evangelhos podemos ver vários exemplos desta preocupação que o Senhor tem em encontrar o homem: “Ao passar, Jesus viu sentado na coletoria de impostos um homem que se chamava Mateus. Disse-lhe: “Segue-me”. Ele se levantou e o seguiu” (Mt 9,9); “Viu dois barcos que se achavam à beira do lago; os pescadores que haviam desembarcado lavavam as suas redes. Ele subiu a umas das barcas, que pertencia a Simão” (Lc 5,2-3); “Quando Jesus chegou a esse lugar, levantando os olhos, disse-lhe: “Zaqueu, desce depressa: hoje preciso ficar na tua casa” (Lc 19,5). Teríamos várias outras citações nas quais vemos Jesus indo ao encontro, se doando e amando afetiva e efetivamente o homem pecador.
Com este mandato missionário: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16,15), o Senhor nos endereça ao mundo inteiro e a cada homem, e nos autoriza a penetrar em todos os lugares, sobretudo naqueles espaços onde o Seu nome não é muito conhecido. Para cumprir fielmente este mandato do Senhor, precisamos encontrar o homem de hoje lá onde ele se encontra e o devemos fazer de forma criativa e eficaz. Devemos, portanto, rever os nossos métodos e utilizar os meios mais eficientes para fazer chegar ao homem moderno a mensagem cristã.
Os meios de comunicação e o mundo digital são, dessa forma, uma nova terra de missão e representam, ao mesmo tempo, excelentes ocasiões de anúncio e diálogo para ajudar o homem de hoje a descobrir o rosto de Cristo e para mostrar às “ovelhas perdidas” e aos “filhos pródigos”, que Deus está perto e deseja encontrá-los nos lugares, momentos e atividades habituais do seu dia-a-dia. Devemos levar o nome de Cristo, o rosto de Cristo, a presença de Cristo aos homens e mulheres, jovens e crianças que usam os meios de comunicação em busca de companhia ou como uma forma de fuga de si mesmo; devemos pensar naqueles que não creem, que perderam a esperança, mas que trazem no coração o desejo do absoluto e de verdades que não passam. Todos eles “têm o direito de conhecer as riquezas do mistério de Cristo. Nestas, acreditamos que toda a humanidade pode encontrar, numa plenitude inimaginável, tudo aquilo que ela procura às apalpadelas a respeito de Deus, do homem, do seu destino, da vida e da morte e da verdade” (EN 53).
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por Josefa Alves Missionária da Comunidade de Vida Shalom

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Jesus, o sentido da nossa alegria !!!

Nunca o mundo esteve tão necessitado de amor, perdão, alegria, algo que o realize plenamente e principalmente de Deus.
São inúmeros os acontecimentos que mostram o quanto o homem precisa de paz. É triste ver que, a cada dia, o jovem busca sua felicidade em coisas que só o destroem, afastando-o de Deus, corrompendo sua dignidade de filho amado, e tornando ainda mais dolorosa sua vida. Pessoas mergulhadas nas drogas, prostituição, desvalorizando toda a obra do criador; seres humanos descrentes de um verdadeiro amor, carentes de afeto, amizade, diálogo e de uma vida plena.
Diante de tudo isso, o Senhor chama cada jovem a mergulhar em seu amor e a experimentar de tudo o que Ele tem a oferecer; a encher-se de sua presença e transbordar-se do Espírito Santo que tudo faz em auxilio daqueles que desejam uma vida nova. Deus chama e convida a todos a uma intimidade com Ele; chama cada um a ser como um vulcão em erupção, capaz de atingir a todos os que vivem ao seu redor, através do testemunho, fruto de uma experiência com aquele que, antes de qualquer coisa, quer a felicidade dos que ama de coração.
Que nossas palavras, comportamentos e relacionamentos, sejam reflexo do amor de Deus em nossas vidas; e que o transbordar de tudo isso seja capaz de tocar particularmente o coração daqueles que anseiam por algo que os realize. É válido lembrar que, Deus não nos fez infelizes, muito menos pobres de espírito, pelo contrário, Ele nos fez alegres e nos criou por amor e para o amor.
Portanto, abramos o nosso coração e deixemo-nos ser tocados por Ele, para que possamos testemunhar a verdadeira e única alegria capaz de transformar o coração do homem.
Que Maria interceda por cada um de nós, levando ao coração de Deus todos os nossos anseios e necessidades. Amém
A todos o Shalom do Pai.

Léo Machado
(Jovem da Obra Shalom)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Por que eu não posso confessar só a Deus?

Na verdade, nossas maiores confusões partem do fato de nos perguntarmos assim: “Por que confessar-me a um sacerdote, homem pecador com o eu, e não diretamente – e só – a Deus?” Quando assim fazemos, nossos olhos estão apenas em nós e em nossa “liberdade” e/ou comodidade, e não em Deus, em Sua liberdade e misericórdia.
É obedecendo às palavras de Cristo que nos confessamos não somente a Deus, mas também a um sacerdote, homem igual a mim e a você. Acontece, porém, que ele foi escolhido por Deus e Dele recebeu uma graça e uma autoridade, através destas palavras ditas pelo próprio Cristo e transmitidas a todos os sacerdotes: “Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20, 23). Em relação a isso, à graça e autoridade que Jesus lhe deu, não importando sua condição de pecador, é que o sacerdote é diferente de mim e de você.
O sacramento da reconciliação (outro nome da confissão) é um mistério da misericórdia de Deus. Veja comigo: fato de nos confessarmos com um homem, pecador, só conta a nosso favor, justamente porque esse sacerdote com o qual me confesso sabe o que é a fraqueza humana, experimenta na sua vida o que é a luta contra o pecado, “sabe compadecer-se dos que estão na ignorância, porque também ele está cercado de fraqueza.” (Hb 5 2). Porém, não obstante a essa sua condição humana e frágil, sobre ele repousa uma graça e uma autoridade, dada por Cristo, para perdoar nossos pecados.
Em Lc 5, 12-16 temos a cura de um leproso, realizada por Jesus: “Ordenou-lhe Jesus que não o contasse a ninguém, dizendo-lhe, porém: ‘Vai e mostra-te ao sacerdote...’” (v.14a). Prestando atenção e “mergulhando” nessa passagem bíblica, nós podemos ouvir as palavras de Jesus, que fala ao leproso, mas fala também a todas as pessoas que pecaram, se arrependeram e querem voltar à comunhão com Deus e com os irmãos. Observe que Cristo ordena que o leproso não conte nada a ninguém, mas em relação ao sacerdote Cristo diz: “Vai e mostra-te”. É também por isso que devo confessar-me a um sacerdote, obedecendo a Cristo, que quis escolher mediadores da Sua misericórdia.
Nossa posição em relação à confissão é uma questão de fé e humildade. Preciso crer que há um Deus que, por amor a mim, me perdoa através das palavras e gestos de uma pessoa humana; depois, preciso reconhecer que resisto a ser pequeno diante de Deus. Infelizmente, o que muitas vezes quero fazer é viver sem Deus, sem seu perdão, ser Deus no lugar Dele e salvar-me a mim mesmo, ou negar minha necessidade de salvação, sem ter que “encará-lo”. Seria muito fácil e cômodo se eu me confessasse para o nada, para mim mesmo ou, como muitas vezes dizem, “diretamente a Deus”. Mas, se Deus aparecesse agora e dissesse que só deveríamos nos confessar a Ele, diretamente, sem nenhuma mediação humana – acredite – a resistência, as dúvidas e/ou a falta de fé seria exatamente as mesmas: por que me confessar a Deus? E a minha liberdade? Continuariam a se perguntar. Sabe por quê? Porque o problema está dentro de nós e não fora, e não em Deus ou nos seus sacerdotes.
A verdade de fundo para toda essa resistência é o medo de Deus. Você e eu temos medo de Deus, assim como Adão e Eva, depois de terem pecado (cf. Gn 3, 8-10). Por exemplo, se alguém ofende gravemente um grande amigo, será fácil contar a ofensa pra qualquer pessoa, até dizer a outros o quanto se está arrependido, mas será muito difícil conversar sobre a ofensa e pedir perdão para o próprio amigo, a quem ofendemos. Passaremos um tempo evitando sua presença e será dificílimo olhar-lhe nos olhos. Se tivermos coragem para, livremente, pedirmos perdão a esse amigo, é porque o conhecemos, sabemos que Ele não nos condenará e que podemos contar com seu perdão.
Daí, concluímos que precisamos, você e eu, conhecer mais a Deus, travar uma amizade sincera com Ele, para que não sejamos daqueles que se afastam da Igreja e de Deus por acharem que Ele é um homem cujo principal divertimento é anotar um por um os nossos pecados, para depois castigar-nos. Se não formos amigos de Deus e vivermos seguindo apenas a opinião que os outros têm Dele, correremos o risco de achar muito comum que haja em cada esquina um posto de distribuição de drogas, abortivos e anticoncepcionais e, ao contrário, ficaremos escandalizados pelo fato de Deus ter desejado nos dar, em cada sacerdote, um “posto de distribuição” da Sua infinita misericórdia.
O sacramento da confissão é o único “tribunal” no qual entro, confesso-me culpado, e saio completamente absolvido.
 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Missionários no mundo digital...A tecnologia é um dom!


    Nosso querido papa Bento XVI (ou simplesmente “B16” como é chamado no mundo digital) afirmou que a evangelização através da internet permite que Cristo chegue às portas das casas e novamente diga as palavras: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele” (Ap3,20). Imagine conseguir lançar as sementes do Evangelho nos corações mais duros, nos países mais distantes, nos que se encontram em situações de desespero, dor e ausência de sentido? Tudo isso é possível através do uso da tecnologia moderna que, segundo o pontífice, é um dom. Sim! É um dom precioso que pode gerar comunhão, solidariedade, amizade e diálogo.
     O mundo virtual instaurou uma nova cultura, um território vasto em que se “pisa” literalmente com as mãos. Se os pés do mensageiro que anuncia a paz são belos, como nos diz o profeta Isaías (Isa 52,7), em plena era digital também são belas as mãos do mensageiro que digita a paz. Somos então convidados a ser missionários da paz neste novo espaço onde milhões e milhões de pessoas do mundo inteiro se encontram, trocam ideias, estudam, matam a saudade, procuram por respostas e expressam suas opiniões.
     Nesta aventura cibernética, B16 também nos indica o caminho que é o mesmo dos apóstolos e discípulos de Jesus. Estes, com o desejo de levar as verdades essenciais do Evangelho à cultura greco-romana, precisaram estudar, compreender os costumes e a cultura daquele povo pagão a fim de que a mensagem salvífica fosse transmitida com eficácia e os levassem à verdadeira conversão. O mundo digital esconde também toda uma cultura nova que igualmente precisa ser compreendida, aprofundada e explorada a fim de que a potência da Palavra penetre os lugares mais difíceis e transforme a vida das pessoas. É Cristo que bate à porta e chama! Imagine hoje Jesus batendo à porta de seus amigos, parentes, colegas de trabalho e amigos dos amigos através das diversas redes sociais como Facebook, Twitter, MySpace, Orkut, MSN, Blog e tantos outros? 
Quem sabe um dia, no Céu, encontraremos alguém que nos diga: “lembra daquele chat em que você me falou de Jesus? Pois é, eu O acolhi...

Não quero ter senão somente a Deus!

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